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Cantineiro |
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Contruções Cantineiro: |
Se você
quer construir
E não tem muito dinheiro,
Não hesite em chamar
As Construções Cantineiro.
Começando do escritório
V. Ex.ª é bem recebida,
Vai ter de falar
Primeiro com a D. Palmira.
Se não estiver a D. Palmira
Não vá atrás dela,
Resolva o seu caso
Com a menina Daniela.
A menina Daniela
Com o seu falar discreto,
Manda-o esperar um momento
E chama para o Sr. Alberto.
Chegando o Sr. Alberto
Com ele você vai falar,
Mas tudo depende
Do dinheiro que quer gastar.
Se você quiser gastar
E não for mal-encarado,
O Sr. Alberto começa por falar
Com o nosso Encarregado.
O nosso Encarregado
Bem disposto como ele é,
Fazem logo o orçamento
Para pôr a sua obra em pé.
Para seu contentamento
Se nos entregar alguns tostões,
Indique-nos o seu terreno
Para fazermos as marcações.
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Depois
das marcações
Está prestes a começar,
É que as nossas Construções
Tudo fazem para a sua obra acabar!
Depois de acabar
Com sucesso concluído,
Se você nos pagar
Será também nosso amigo.
E sendo nosso amigo
Mas amigo a tempo inteiro,
Poderá sempre contar connosco
Com as Construções Cantineiro!
Se você nos enganar
Fique de olho bem aberto,
Porque não é bom brincar
Com o Patrão Mestre Alberto.
Ele é boa pessoa
Não estou a mentir,
Mas é difícil engana-lo
Mesmo quando está a dormir!
E foi por ser assim
Que juntou algum dinheiro,
E montou a sua Firma
As Construções Cantineiro.
Mas é a Sua Firma
Que pequena parece ser
Mas tudo o que é pequeno
Um dia há-de crescer!
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Pai-Nosso Cantineiro: |
Pai
nosso que estás na Terra
Onde bem mereces estar,
Aguente bem o teu negócio
Que dele muitos vão precisar!
Santificado seja o teu nome
Que dê muito dinheiro,
Mas nunca deixes acabar
As Construções Cantineiro.
Venha a nós a vossas notas
Delas estamos a precisar,
Se não fossem por elas
Nós não estaríamos a trabalhar.
Seja feita a sua vontade
Quando assim nos mandar,
Pois você é que é o Patrão
E é que nos está a pagar!
E assim na Terra
Você pode exigir
Como você nos aceitou
Também nos pode despedir
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Oh
Pai-Nosso dos Cantineiros!
Presta-te sempre a nos ajudar,
Ajudas toda a gente
Mesmo aqueles que não deves confiar.
Perdoai quando te ofendemos
Às vezes até não se merece,
Mas o Patrão que nos temos
De tudo ele se esquece.
Assim como nós te perdoamos
Quando estás chateado,
Brigando com toda a gente
Mas respeitando sempre o empregado.
Nunca nos deixas mal
Até aos mais atrevidos,
A quem emprestas dinheiro
Que fica na conta dos esquecidos!
Livrai-nos sempre do mal
Isto tem de nos prometer
Arranja-nos sempre um Vale
E do ordenado nunca esquecer!
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Escrito por Luís
Riqueza
Motorista da Firma Construções
Cantineiro, Lda
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